sexta-feira, 12 de junho de 2015

No meu coração era muito real!



O dia 12 de junho se tornou pra mim um dia difícil. De uns anos pra cá, ele me significa o Dia da Epifania! Esse dia marca a minha luta constante comigo mesma, as contradições existentes em mim, o martírio de estar entre o 'escolher amar' e o 'abdicar do amor'. 
Existem diversas formas de amar um mesmo amor, assim como existem diversas formas de captar as reações que ele te proporciona. Eu, por muito tempo, decidi que não haveria forma de amor que me causasse expectativa de uma retribuição à altura, seja lá como isso seja. Parece que, de certa forma, estamos sempre esperando que nossos amores nos amem de uma maneira que eles nunca poderão amar. Não importa o quanto amor haja, estamos sempre esperando mais. E eu estava errada, eu também crio essa expectativa, eu também espero demais do amor. Porém, eu sempre fui uma pessoa de expectativas muito baixas, eu sempre espero o mínimo possível em relação a reciprocidade... isso acaba tornando as decepções ainda mais intensas e essa dor dói tão grande que mal consigo suportar. Se decepcionar pelo pouco pode ser mais dolorido que pelo muito. E isso torna difícil o convívio amistoso com o mundo, é preciso se policiar o tempo todo para não descontar as frustrações nos outros.


Essas constantes epifanias que esse dia me traz, me ajudam a (re)pensar na necessidade de se relacionar com as pessoas, com o mundo. Essa vontade de evitar todo e qualquer ser humano me surge como um furacão a cada lembrança de um sorriso iluminado. Acho que tem a ver com o medo de, novamente, deixar o amor entrar pra me esvair em dor.


O dia de hoje marca o mix de amor e dor, de alegria e tristeza, de doar e receber... e, no fim das contas, é só mais um dia.

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